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Comunicação na liderança: A escuta ativa

Ouvir deve ser uma das principais habilidades de um bom líder. Por isso, a escuta ativa é uma das ferramentas mais poderosas que você deve desenvolver com seu time, pois a experiência do colaborador é tão importante quanto o funcionamento da empresa.

Além disso, a escuta ativa ajuda a construir a confiança e a lealdade da sua equipe, contribuindo com a sua carreira enquanto líder e na sua liderança. 

Não é uma tarefa fácil, mas vale a pena treinar para melhorar a sua habilidade de ouvir. Vamos entender um pouco como você pode inserir essa comunicação no cotidiano da sua liderança.

Como praticar a escuta ativa no processo de liderança?

Primeiramente, escutar ativamente é ouvir com toda atenção, sem julgamentos e com a intenção genuína de entender a pessoa que fala. Se você é um líder multitarefa que realiza outras atividades enquanto ouve seu colaborador ou antes mesmo dele terminar de falar, você interpreta o assunto, não está praticando essa habilidade.

A primeira medida para adotar é deixar o computador ou celular de lado e desviar as chamadas do seu ramal para a secretária, assim você evita distrações e interrupções durante conversas importantes. Uma medida simples que permitirá o foco na conversa e demonstra ao colaborador que você se importa com o que ele tem a dizer.

Algo que pode ajudar também é, conforme o colaborador fala, de tempos em tempos, faça um resumo do que ele disse, usando as mesmas palavras que usou. Por exemplo, “Deixa ver se eu entendi. Você está me dizendo…”. Em coaching, chamamos essa prática de espelhamento, pois permite alinhar o dito com o entendido, criando sintonia entre as pessoas que conversam.

Seguindo essa mesma linha, peça ao colaborador para dar exemplos das situações expressadas por ele, para você saber se cabe uma orientação. Independente se estiver certo ou errado, valide alguma coisa em sua atitude. Se ele estiver certo, você pode falar algo como “No seu lugar eu teria feito o mesmo”, mas se estiver agindo inadequadamente, diga que compreende os motivos, no entanto, é preciso encontrar outra forma de lidar com a situação.

A nossa comunicação não verbal também comunica

Outro ponto essencial ao praticar a escuta ativa na sua liderança, é compreender que existe uma linguagem corporal (ou comunicação não verbal) e ela pode ser involuntária. Com isso, os sinais não verbais que emitimos através da linguagem corporal podem ser uma fonte válida de informações mais rebuscadas do que o que expressamos verbalmente.

Há diversas formas de linguagem corporal: deslocamento, tocar, contato visual, postura, tiques, suboral, distanciamento, gesticulação e vocalismo. Cada pessoa pode apresentar uma forma distinta de linguagem corporal. 

Vamos falar um pouco sobre elas.

Deslocamento: O modo como carregamos o nosso corpo, se caminhamos firme e rápido ou se arrastamos os pés e o corpo, diz muito sobre como experimentamos o nosso ambiente. Nós associamos significados diferentes à forma como as pessoas carregam seus corpos de um lugar para outro.

Tocar: Talvez o toque seja a forma de comunicação não verbal mais poderosa. Podemos comunicar raiva, interesse, confiança, carinho, calor humano e uma variedade de outras emoções de uma forma muito potente através do toque. Contudo, as pessoas diferem na sua disposição de serem tocadas. Há muitos tabus associados a essa forma de comunicação. As pessoas podem aprender sobre as suas próprias personalidades e seu autoconceito, através da exploração das suas reações ao tocar e ao serem tocadas.

Contato visual: Nós tendemos a classificar as pessoas em termos de confiabilidade através das reações das outras pessoas ao contato visual. Pessoas que fazem aconselhamento entendem que o contato visual é uma forma muito poderosa de comunicação, entendimento e aceitação.

Postura: Como a pessoa coloca o seu corpo quando sentada ou de pé constitui um conjunto de sinais que podem comunicar como a pessoa está se relacionando com o seu ambiente. Uma pessoa que cruza os braços ou as pernas frequentemente é considerada como estando na defensiva.

Tiques: O espasmo involuntário do corpo pode ser uma chave para saber se alguém está se sentindo ameaçado. Algumas pessoas gaguejam ou têm uma contração facial quando estão sendo desafiadas. Mas os maneirismos podem ser também mal interpretados.

Suboral: Dizemos “hum, hum” ou emitimos outros sons sem significado quando estamos tentando encontrar uma palavra. Dizemos uma série de coisas que não são palavras para passar significados para outras pessoas. Esses ruídos suborais não são palavras, mas carregam um significado.

Distanciamento: Cada pessoa tem um espaço psicológico em sua volta. Se outra pessoa invade esse espaço pode gerar tensão e apreensão. As razões para estabelecermos as distâncias normalmente não são explicitadas, mas o comportamento normalmente pode ser interpretado. 

Gesticulação: Um aperto de mãos pode ser mudo ou conter significados. Passamos uma grande quantidade de significados para as outras pessoas através de gestos. Mas os gestos não significam a mesma coisa para todas as pessoas.

Vocalismo: Tomemos como exemplo a sentença: “Eu amo meus filhos”. Esta sentença não tem significado a não ser que seja pronunciada. A forma como a sentença é empacotada verbalmente determina o sinal que é dado para a outra pessoa. Por exemplo, se a ênfase é na primeira palavra, a implicação é que alguma outra pessoa pode não amar. Se a ênfase for na segunda, há uma implicação diferente. Se a ênfase for colocada na terceira palavra, a implicação é que os filhos de outras pessoas podem não receber o mesmo afeto. Se a ênfase for colocada na palavra final, uma quarta implicação pode ser entendida. Ou seja, há outras pessoas que eu não amo. Assim, a maneira como dizemos as palavras verbalmente frequentemente determina o significado que as outras pessoas provavelmente irão compreender.

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