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Princípios para o feedback

Postado dia 19/08/2019
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Você sabe quais são os princípios para dar um feedback?

SOLICITADO

O melhor indício de que alguém está aberto ao feedback é a pessoa têlo solicitado. Não se ganha nada em dar feedback a alguém que não o pediu e nem o quer. Se a pessoa não solicita e você tem algo a lhe dizer, ofereça o feedback, mas esteja aberto para a possibilidade de o outro não querer ouvir.

ESPECÍFICO

O feedback deve fazer referência a comportamentos e situações específicos. Quando o feedback é vago e nebuloso pode acarretar um resultado negativo, pois o receptor não tem informações para usá-lo, não sabe onde e como melhorar.

Ex: “Você é desorganizado”.

É muito vago, “desorganizado” significa o quê?

Ao invés disso, pode-se dizer: “Quando você me entregou os formulários tive grande dificuldade para encontrar as informações dos clientes, pois estavam fora da ordem alfabética”. Com isso a pessoa que recebe o feedback consegue saber especificamenteo que poderá mudar.

APLICÁVEL

O comportamento descrito deve ser modificável. Não importa quantofeedback você der, ele não adiantará se a pessoa não puder fazer nada a respeito. Se o contato visual de alguém é percebido como ruim porque ela usa óculos com lentes grossas, não há propósito em se comentar isso.

POSITIVO

A atitude da pessoa que der feedback deve ser positiva em relação à que irá recebê-lo. É preciso querer ajudar, de forma adequada, aquele que receberá o feedback. É fundamental questionar-se: qual minha intenção ao dar o feedback? É de legítima ajuda?

TIPO DE RELAÇÃO

O feedback deve levar em consideração o relacionamento entre as pessoas (por exemplo, chefe-subordinado, professor-aluno, amigo-amigo, desconhecido-desconhecido, entre outros). O impacto tende a ser maior quando quem dá o feedback está em um nível hierárquico superior. Ao praticar o feedback, em nada ajuda querer mostrar-se superior àquele que recebe.

OPORTUNO

O feedback é sempre mais efetivo quando for dado em momento oportuno. Quanto mais próximo temporalmente do fato ocorrido melhor. Pode haver uma tendência de deixar o feedback para depois, porém a memória do receptor para se lembrar do incidente específico já terá diminuído. Porém, fique atento a:

  • Não dar feedback quando estiver com raiva.
  • Não dar feedback quando a outra pessoa não estiver pronta para recebê-lo.

NEUTRO

O feedback deve descrever um comportamento, sem julgá-lo. Procure não censurar ou rotular, é melhor dizer: “Quando você levantou a voz…” e não “Quando você ficou nervoso…” Assim evita-se a “interpretose” e os julgamentos excessivos.

*Por Andréa Lindner e Leonardo Paludeto

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