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Método G.A.M.A.O – Conversa para criar conexão e desenvolvimento

Postado dia 16/09/2018
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Mari Martins, adaptado por Regiane Victorino

Estamos num momento bem importante do banco e você aceitou fazer o nobre papel de mentor.

Acredite, este é um papel desafiador, pois estamos habituados a fazer as coisas acontecerem e muitas vezes dizer como cada um deve agir ou fazer.

Neste papel você irá não apenas repassar sua experiência, mas também ajudar o outro a achar um caminho para que ele se aproprie do papel consultivo que o banco espera no atendimento as MPE.

Solilóquio do mentor: “Não tenho muito tempo, como vou parar tudo o que já faço para desenvolver  o  mentorado, mais fácil dizer como ele deve fazer, senão não vou dar conta dos meus compromissos de forma apropriada.”

Costumo falar: “Calma, a questão não é fazer mais, e sim diferente.”

Muitas conversas tendem a ser apenas desabafo. No melhor cenário, o mentorado aproveita para desabafar e demander ao mentor uma intervenção ou que ele entregue algo pronto, tipo “receita de bolo” para tornar a missão mais fácil.

No pior cenário, o mentor  ouve justificativas e desculpas da dificuldade de adotar o perfil consultivo e o mentor fica mobilizado a fazer por ele para dar conta neste pequeno espaço de tempo do desafio proposto.

Uma das sugestões proposta seria que os mentores  aproveitassem as situações de dificuldades e erros na abordagem para gerar novos aprendizados em termos práticos. Conseguindo, assim, soluções criativas para os problemas e, na área de desenvolvimento, apoio para que o mentorado perceba seu funcionamento, seus gaps nas competências, os quais os têm afastado de suas metas.

Para solucionar tais problemas, sugerimos o método G.A.M.A.O.

G: Garimpar – Identificar o real problema, buscar as razões,  desconstruindo, para poder diferenciar fato de interpretação, seguindo o roteiro abaixo:

  • O que você faz antes de ir a uma visita?
  • Diante do cliente qual sua maior dificuldade?
  • Como você seleciona qual ação vai propor para o cliente?
  • Para você, qual aspecto é o mais difícil numa visita?
  • E qual o mais fácil?

O desafio do mentor é ouvir atentamente para identificar possíveis dificuldades em termos de repertório, para que dessa forma possa resolver o problema e identificar as competências e as atitudes a serem desenvolvidas. Sem julgar quando essas questões para ele são fáceis.

A: Aliança – Buscar construir uma relação de confiança, onde o mentorado  colcoque suas dificuldades e fragilidades  sem receio de ser julgado, criticado ou rotulado. Faz-se necessário também buscar o comprometimento do outro em relação ao seu desenvolvimento, ou seja, criar um ambiente saudável de aprendizagem.

Como:

  • Ouvindo atentamente: ouvir o relato sem interrupções e julgamentos;
  • Sendo empático, demonstrando honestamente que entende suas atitudes e comportamentos, pois respeita suas dificuldades para produzir respostas mais
  • Pedindo permissão para contribuir com sua percepção, uma vez que está do lado de fora da situação e pode ver o mesmo fato com outros olhos, percebendo as oportunidades de desenvolvimento e
  • Fazer um contrato de uma conversa de mentoria : sugerir oportunidades de desenvolvimento e pensar em conjunto em novas ideias para a solução do problema.
  • Deixar claro que não se trata de terapia e nem de bate-papo.
  • Dar feedback honesto sobre os gaps de competência e desafios a serem  alcançados.
  • Garantir o sigilo e a confidencialidade.

• A confiança entre ambos é o mais importante na construção da aliança.

A partir disso, o mentor ajuda o mentorado a sair da vitimização e buscar novas oportunidades de maneira protagonista. Faz o convite para ele aprender com a situação e sobre si mesmo.

M- Metas: Entender qual a meta do mentorado no programa de mentoria; Aproveitar para expressar a sua meta no programa, e juntos contratar um conjunto de metas e planejamento das 3 grandes etapas deste processo;
Um dos grandes desafios do mentor nesta etapa é deixar que o mentorado estabeleça a própria meta, isso é preciso para que gere nele responsabilidade no processo.

A- Atitude: Definir quais atitutes irá adotar para atingir as metas.

O risco maior neste item é o mentor saber diferenciar o momento de apoiar a descrição das atitudes necessárias com base em sua experiência e repertório e o momento de deixar o mentorado construir seu plano.

Para evitar esse tipo de situação, pode usar perguntas poderosas, tais como:
• O que é preciso fazer primeiro?
• O que você vai fazer para atingir esta meta?
• Como você vai fazer para que funcione?
• O que vai funcionar melhor para você?
• O que você já fez em situação parecida que funcionou?
• Como você fez isso? Que passos você deu para chegar ate lá?

Exercícios de peak performance também podem ser utilizados, por meio dos quais o mentor convida o colega a identificar situações de sucesso relacionadas à meta de desenvolvimento e resgatar como ele se sentiu e o que fez na situação. Com isso, ele acessa sua fórmula de sucesso, que funcionou no passado, e pode funcionar no presente e ser usada novamente.

Esses recursos ajudam o colega a acessar o seu repertório para construir um plano consistente.

O – Obstáculos: Levantar os possíveis obstáculos e dificuldades para alcançar as metas e definir os planos B, C, D.
 Que dificuldades você pode encontrar?
 Que outros recursos podem ser necessários?
 o você vai fazer para que funcione?
 O que vai funcionar melhor para você?
 De 0 a 10, qual o seu nível de comprometimento?

Em muitos casos, as crenças limitantes são obstáculos para a realização das metas e elas precisam ser questionadas.
Situações problemas fazem parte do cotidiano de uma organização e podem ser transformadas em oportunidade de aprendizagem. Isso é possível se o mentor souber conduzir a conversa, ou seja, manter um diálogo capaz de gerar desenvolvimento e aprendizagem.

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